Aprenda a dizer NÃO!

abr 12

Olá meu caro amigo,

Sabe o que eu tenho visto muito? Pessoas enroladas devido a uma série de “SIMs” aninhados.
Aparentemente ainda predomina o sentimento de que caso você diga “não” será taxado de forma negativa.

No entanto, eu tenho uma ótima notícia pra você, o “Não” pode ser tão bonito quanto o “Sim”.

Falar “sim” para a maioria dos projetos, favores, etc… sem avaliar o seu impacto da forma correta  pode ser tão ou mais complicado prejudicial do que dizer não.

Claro, antes de escrever isso para vocês, eu tenho um exemplo próprio e vou contar.

No trabalho me pediram para resolver um problema de gravidade e prioridade alta o mais rápido possível. Não era algo com que eu tinha um contato diário mas era sim pertinente a minha área.
Nessa hora, um herói, pode dizer “Sim, eu resolvo tudo, o que eu não souber eu aprendo” certo? Esta frase aliás, é muito bem vinda em inúmeras ocasiões mas não neste caso.
O projeto como um todo não havia nenhum tipo de padronização, impossibilitando uma solução unica. O resultado final seria uma série de remendos, feitos de forma constante e, provavelmente, sem fim justamente devido a falta de padronização e a dificuldade de monitorar o problema de forma isolada.
A solução viável seria um investimento justamente na padronização mas, claro, assim como a realidade de muitas empresas, isso estava fora de cogitação  naquele momento.

O que eu fiz?

Disse não. Sim, disse não.

Justifiquei que não poderia me responsabilizar por aquela solução e que iria comprometer inclusive a minha imagem se prometesse solucionar um emaranhado de problemas que estavam prejudicando um determinado setor.

Você pode pensar “Convarde!”.

Não, é prioridade e é a minha carreira em jogo.

Muitas vezes é necessário saber reconhecer que a solução ótima para um problema não pode ser adotada naquele momento e se você tentar “se virar” vai é se complicar ainda mais.
Este é o tipo de situação que tira o seu sono, mata a sua produtividade, te deixa nervoso e sim, prejudica a sua carreira.

Se eu fui respeitado? Claro que sim, tinha argumentos plausíveis. Não é o caso de dizer “Não vou fazer porque não dá certo” ou “Ah, eu não quero” mas de justificar de forma coerente, responsável e acima de tudo, tendo a preocupação de fazer o melhor pela sua empresa e pela sua carreira. Considere também que se você é submisso a um líder e ele decide que você deve aceitar o projeto sem questionar, faça-o, coloque o seu ponto de vista mas por favor, insubordinação e indisciplina não ficam bem em lugar nenhum.

Não limite o “Não” a sua vida profissional e leve isso para o lado pessoal também. Prometer tudo para todos só vai te deixar com uma fama de enrolado, acredite, eu sei o que eu estou falando ;)

Se você tiver alguma experiência no assunto, deixe um comentário tá ok?

Um grande abraço!

Leia mais

Como fazer reuniões menores e melhores

out 22

Está uma dica de Anthony Tjan para a Harvard Business sobre como fazer uma reunião efetiva.

Excluindo as reuniões gerais que visão relacionamento, considere que existem somente 3 motivos básicos para que uma reunião exista.

Leia mais

3 dicas para uma Negociação Efetiva

set 30

Este texto é baseado nas idéias de Anthony Tjan enviados para a Harvard Business.

Negociar não é uma tarefa fácil e é ainda mais difícil de se dominá-la. Aqui estão três dicas para fazer sua próxima negociação progredir a seu favor.

1. Faça seu trabalho de casa

Antes da negociação, gaste um tempo compreendendo os interesses do outro lado em relação ao seu, tente ver as coisas do ponto de vista da outra pessoa. Empatia é um fator chave nas negociações.

2. Não negocie contra você mesmo

Mantenha sua posição inicial tempo suficiente para descobrir o que é importante para o outro lado. Não desista antes de ter informações suficientes que irão te ajudar no processo.

3. Não prenda o outro lado

Faça a sua oferta e deixe o outro lado livre para caminhar. Não abaixe a guarde nem seja agressivo desnecessariamente: seja apenas honesto, objetivo e firme sobre o que você pretende fazer. Ficar alterando seu posicionamento realmente não irá te ajudar a tornar o outro lado mais flexível, você já provou ser flexível o suficiente e neste caso o outro lado poderá permanecer firme.

São dicas básicas mas acho interessante lembrá-las sempre antes de negociar. Muitas pessoas entendem que são bons para negociar por natureza. Isto realmente pode acontecer com algumas poucas pessoas mas, em todo caso, é melhor não arriscar.

Negociar é uma arte e você pode encontrar seu melhor estilo aplicando estas dicas e indo além por conta própria.

Boa sorte e boa negociação.

Leia mais

Estréia… o AdmitCast

jun 14

É com muito orgulho que deixo a disposição de todos vocês o 1º AdmitCast .

O podast do Admit será semanal e trará sempre algum complemento para o que há no site.

Ainda tenho muitos projetos para o Admit e aos poucos serão todos realizados.

No momento, vocês tem a oportunidade de fazer parte da história do Admit e, vai por mim, isso vai ser grande coisa alguma dia.

O AdmitCast será distribuido nos formatos MP3 eM4A para compatibilidade com iPod/iPhones.

Como este é o primeiro podcast, gostaria de receber todo o feedback possível da parte de vocês.

Pode ser através do twitter @estevaosoares ou através do email admitcast@admit.com.br .

Será um prazer ouvir a sua opinião.

Faça o download e divirta-se!

AdmitCast #01

Assine o AdmitCast via MP3

Assine o AdmitCast via M4a (AAC)

Leia mais

Como criar um ambiente de inovação

jun 06

Este texto é baseado em uma das matérias da Rita McGrath, professora da Columbia Business School para a Harvard Business Review.

Um dos pré-requisitos para começar um negócio, um empreendimento, é conhecer a respeito do seu produto ou serviço.
Mas se você planeja estar certo e não planeja aprender, você pode estar limitando o processo de criação e inovanção.
Incluir a aprendizagem no processo de planejamento pode ser complicado mas abaixo seguem 5 dicas que, com certeza, vão te ajudar no processo de criação um ambiente de inovação.

1. Proteger os erros

Criar estruturas que protegem e suportam erros em novos negócios permite uma nova visualização das ferramentas que a empresa possui e aumenta a possibilidade do surgimento de novos soluções a partir da combinação de projetos utilizados anteriormente.
O Google e a IBM são muito bons em integrar conteúdo de projetos anteriores a projetos novos. Muitas vezes, novas aquisições tem foco em como os novos serviços podem se integrar aos já existentes.
Com isso, há uma contenção dos erros, uma diminuição devido a possibilidade melhorar ou eliminar erros ocorridos em projetos anteriores nos novos empreendimentos.

2. Inovação como prioridade

Não adianta simplesmente falar em inovação se você tem uma reunião e ela é o ítem número 18 na sua lista de prioridades, os colaboradores vão dar a mesma prioridade para a inovação do que você. Com certeza esta é a parte mais difícil na prática visto que sempre há problemas “mais importantes” para se tratar.
Se você quer sair da sua zona de conforto e romper no processo de inovação não espere muitas facilidades.

3. Alta tolerância em experimentos e falhas

Infelizmente não é possível controlar a quantidade de falhas que vão aparecer mas é possível estabeler um limite para quanto você pode perder com ela.
Gerenciar o custo da falha é a chave aqui, você dá liberdade para o erro num ambiente controlado, com metas financeiras pré-estabelecidas.
É aí que sua empresa pode dar um inicio prático no processo de inovação. Com esta política os colaboradores vão experimentar um ambiente seguro seguro quanto ao processo de inovação e vão poder saber qual é o seu limite.
É possível criar um framework para isso e reutilizar os erros que foram encontrados nos projetos anteriores em projetos futuros como referência. Seguindo estes passos, o ambiente de inovação tende a ficar mais ágil e com custo menor.

4. Reconhecer quando é a hora de parar

É possível ver que em alguns lugares existem pessoas que possuem projetos de estimação.
Quando o projeto dá certo e é lucrativo, tudo bem mas muitas vezes é um retumbante fracasso e continuam investindo recursos, tempo e mão de obra em cima de algo que esta fadado ao esquecimento.
Quanto mais rápido você seguir em frente, mais cedo você poderá aplicar o que aprendeu com erros deste projeto em outro.
Trate seus projetos com frieza, não fique mimando algo que está dando errado. Com o diz própria Rita McGrath: “Falhe rápido, barato e siga em frente”.
No entanto, se um projeto deu errado, ficar calado e nunca mais comente respeito não é o caminho. Lembre-se, você pagou por este erro deve utilizar os conhecimentos adquiridos para minimizar erros futuros.

5. Desenvolver um esquema de recompensas.

Fazer um benchmarking para processos de inovação não é a tarefa mais simples do mundo.
O que conta muitas vezes não é se o projeto deu certo ou não, mas a quantidade de lições que foram aprendidas no decorrer do processo.
Medir a quantidade do aprendizado, porcentagem do objetivo alcançado e até mesmo medir o nível de percepção mercadológica considerando projetos anteriores podem ser uma bom começo para incentivar as pessoas envolvidas no processo.

Concluindo, a criação de um ambiente controlado que permita erros, a percepção de novos negócios e a utilização de um know-how adquirido com erros anteriores com priorizando a inovação e incentivando seus colaboradores pode ser a diferença entre um negócio de bilhões de dólares e a estanação na mesmice pelo resto da vida.
E você, qual é a sua opinião a respeito? Deixe um comentário abaixo.

Leia mais